Instituição
72 Anos de educação e de história
A tradição e a modernidade convivem lado a lado com o Colégio Joana D'Arc, fundado em 12 de agosto de 1937, sob o comando das irmãs Tina e Baby Bonecher. Educadoras de origem francesa, tinham como objetivo valorizar e desenvolver os aspectos culturais da civilização européia e prover serviços de educação diferenciados. O nome “Joana D'Arc” veio da heroína francesa e simboliza fibra, determinação, disciplina e, ao mesmo tempo, serenidade.
Hoje o colégio é dirigido com o mesmo espírito empreendedor, determinado, incorporando modernidade e dinamismo, com objetivos pedagógicos bem definidos e que estimulam o raciocínio, o questionamento, o espírito crítico, numa abordagem mais atual para a aquisição de conteúdos, na preparação para o vestibular e para a formação de um cidadão mais atuante em nossa sociedade.
"A certeza de saber que o Colégio Joana D'Arc sempre terá um lugar especial para você, QUE É UM VENCEDOR!
Nossa História
COMO TUDO COMEÇOU!!!!
Junho de 1963, tinha, então, pouco mais de 20 anos. Fazia faculdade e lecionava. Havia adaptado uma sala de estudos sobre a garagem de minha casa, na Vila Madalena. Nessa sala construí uma lousa e dava aulas particulares aos jovens da região, desde os 15 anos. Preparava, também, alunos para vestibular, com relativo sucesso.
Foi quando fui procurado por um ex-colega, Adelino Natal, que havia feito o colegial comigo. Ele disse que vira o anúncio de uma escola à venda, no bairro do Butantã, e me convidou para vê-la.
Embora lecionasse já há bastante tempo, a idéia de ter uma escola regular era desafiadora.
Fomos ao local indicado no anúncio e deparamo-nos com um prédio modesto, onde havia uma pequena placa, na qual se lia “Externato Joana D'Arc”. O prédio estava fechado.
Soubemos, depois, que a escola fora fundada por duas professoras, de origem francesa – Dona Tina e Dona Baby Bonecher – o que explicava o nome do Colégio, homenageando a heroína francesa, no longínquo 1937. Em 1963, uma delas havia falecido e a irmã remanescente não queria continuar sozinha com a escola, colocando-a à venda. Quem intermediava o negócio era um radialista famoso na época, chamado “Nho Totico”. E assim compramos o colégio, cheios de projetos. Deparamo-nos, entretanto, com a dificuldade imediata: com a morte de uma das irmãs, a escola fora fechada e os alunos, dispensados.
Pusemo-nos a campo, com a relação desses alunos em mãos. Visitamos todas as casas informando que a escola seria reaberta, já marcando o reinício das aulas para 12 de agosto de 1963.
Os alunos atenderam nosso chamado, sendo que a primeira matrícula foi o da professora Solange Abate, então aluna da escola.
O colégio só tinha uma sala, composta por quatro fileiras que correspondiam a diferentes séries. Assim, a 1ª fila - 1ª série; a 2ª fila – 2ª série, a 3ª fila – 3ª série, a 4ª fila – 4ª série.
Procurando dinamizar a escola, imediatamente abrimos o período noturno com o curso de “Madureza” (nome dado, naquele tempo, ao atual supletivo). Abrimos, também, o curso de datilografia, muito procurado, na época, por jovens que procuravam emprego em escritório.
Dessa forma, em 11 de agosto de 1963, um domingo, foi realizada a solenidade de abertura da escola, à qual compareceram vários pais de alunos, o padre da Paróquia Nossa Sra. dos Pobres e o Administrador Regional de Pinheiros, Dr. Pezzoti, irmão do Padre Olavo Pezzoti, famoso por suas obras na Vila Madalena.
Dr. Pezzoti, na sua alocução, parabenizou a iniciativa de abertura da escola, pois os índices de analfabetismo eram temas de grandes discussões na época.
Disse o Dr. Pezzoti: “Que a iniciativa desses moços em reinaugurar esta escola seja motivo de alegria no bairro. Que esta escola não seja a escola aonde as mães venham tirar satisfação com as professoras, mas aonde venham, com alegria, constatar o desenvolvimento dos seus filhos.”
E, assim, em 12 de agosto, as aulas foram reiniciadas.
Ainda era o Butantã tido como “boca” de estrada, de que as pessoas se lembravam como acesso aos municípios vizinhos como Cotia, Embu, Itapecerica, ou o caminho para o sul do Brasil.
As ruas não tinham asfalto, não havia saneamento básico. De famosos mesmo havia o “Instituto Butantan” e o Jóquei Clube. O São Paulo Futebol Clube estava começando a instalar-se no Morumbi, vindo do Canindé, e o estádio estava iniciando sua construção. O Morumbi ainda era um sítio com uma paisagem acidentada, que estava começando a ser urbanizado, local em que a família Matarazzo havia decidido construir uma universidade. Esta, depois, foi comprada pelo governo de São Paulo, para transformar-se em sua sede.
Na mesma época, o governador de São Paulo, Adhemar de Barros, começou a urbanizar a área entre a Av. Prof. Francisco Morato e o novo bairro do Morumbi, dando-lhe o nome de Jardim Leonor, em homenagem a sua esposa, D. Leonor Mendes de Barros.
Um dos problemas da época era a dificuldade de acesso ao bairro, restrito à parte da Euzébio Matoso, que tinha uma única pista de rolamento. Com o início dos jogos no estádio do Morumbi e as corridas do Jóquei, a ponte era um gargalo, muitas vezes, exigia algumas horas, para ser vencida.
Nesse quadro corria o 2º semestre de 1963.
A quase aventura a que nós nos lançamos revelava-se um desafio. Desde logo, vimos quão importante era termos professores competentes. È obrigatório que façamos menção à Profa. Terezinha, a qual em muito contribuiu para firmar, junto aos pais de alunos, as novas propostas da escola.
Ocorre que o modelo logo mostrou suas limitações, dando mostras mais do que evidentes de que o colégio precisava conseguir a autorização de outros cursos formais.
Em 20 de dezembro de 1963, dei entrada na inspetoria Seccional de São Paulo, órgão representativo do M.E.C., a um pedido de instalação do então curso ginasial. A aceitação do documento foi precedida de muita argumentação, visto que o prazo legal para protocolar esse pedido se havia encerrado em 31 de agosto, quase quatro meses antes. É necessário que se registre a atuação do inspetor federal Sebastião, o qual argumentou a nosso favor, convencendo a Inspetora Seccional, para aceitar o pedido.
No feriado de 25 de janeiro de 1964, portanto, um mês após a solicitação feita, a vistoria foi efetuada por dois inspetores, sendo um deles o próprio inspetor Sebastião, a quem devemos a compreensão e o voto de confiança em dois jovens, os quais, mesmo lutando contra muitas adversidades, mostravam uma vontade inquebrantável de empreender.
E assim foi. A autorização foi dada a título precário, para que a escola começasse a funcionar com o curso ginasial também. Os dias que se seguiram à vistoria foram de uma atividade febril, pois havia muito a ser feito já que as aulas deveriam ser iniciadas antes do início de março, e era necessário fazer o exame de admissão, além de toda a propaganda correspondente. Também se fazia necessário terminar a parte de construção e o acabamento das salas de aulas, laboratórios etc.
A atividade era intensa: ia desde carregar caçamba de concreto, carregar tijolos, fazer reboco, até fazer panfletagem, atender pais, dar informação sobre o exame de admissão próximo e sobre a proposta do curso ginasial que estava se abrindo.
O investimento era alto: material de construção, mão-de-obra, mobiliário, carteiras, lousas, material de secretaria, impressos, propaganda. Tudo isso era assustador para um jovem de pouco mais de 20 anos, que, até a poucos meses, só tinha preocupação de fazer faculdade e dar aulas particulares.
Como que, por milagre, mais de cem alunos inscreveram-se para o exame de admissão. Aquilo era fantástico para uma escola que atravessara o semestre com pouco mais de 40 alunos.
Fizemos o exame de admissão e foram formadas 4 turmas de 5ª série (na época: 1ª série do ginásio), duas pela manhã e duas à tarde.
Em 1970 a escola anexou o prédio nº 198 da Rua Miragaia e recebeu do MEC a autorização para funcionar o então 2º ciclo (hoje Ensino Médio).
Em 1971 a escola anexou o prédio de nº50 da Rua Miragaia, e desmembrou o Ensino Infantil, batizando-o como “Joaninha”.
Nesses últimos anos, outros prédios foram anexados à rede física no sentido de atender as necessidades de laboratórios, laboratórios de Informática, biblioteca, sala de artes, quadras, enfim, todas as dependências necessárias para que a escola atenda as necessidades de um ensino de alto nível. Hoje a escola conta só na Unidade I – com área total de 6.500 m2 e 2.200 m2 de área construída.
A partir de 2001 a escola funciona também no Ferreira, com a Unidade II, onde pela manhã funciona o Ensino Médio e à tarde o Ensino Técnico Pós Médio e o curso da terceira idade. À noite funcionam o Técnico e o Curso Superior de Administração, com muito sucesso, aliás.
Novo Milênium
Nós, do Colégio Joana D'Arc, há 71 anos, inspiramo-nos em ideais humanistas - aquela porção utópica objetiva um mundo melhor e, paralelamente, no senso de realidade, o que nos move a proporcionar a nossos alunos as condições, para que seus projetos de vida encontrem as melhores possibilidades de realização.