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Nossa História

Nossa História
A tradição e a modernidade convivem lado a lado no Colégio Joana D'Arc, fundado em 12 de agosto de 1937, pelas irmãs Tina e Baby Bonecher. Educadoras de origem francesa, tinham como objetivo valorizar e desenvolver os aspectos culturais da civilização europeia e prover serviços de educação diferenciados. O nome “Joana D'Arc” veio da heroína francesa e simboliza fibra, determinação, disciplina e, ao mesmo tempo, serenidade. Hoje o colégio é dirigido com o mesmo espírito empreendedor, determinado, incorporando modernidade e dinamismo. Os objetivos pedagógicos são bem definidos, estimulando o raciocínio, o questionamento, o espírito crítico, numa abordagem mais atual para a aquisição de conteúdos, na preparação para o vestibular e para a formação de cidadãos mais atuantes em nossa sociedade.
 
Em junho de 1963, o atual diretor, professor José Carlos Pomarico, tinha pouco mais de 20 anos. Fazia faculdade e lecionava. Havia adaptado uma sala de estudos sobre a garagem de sua casa, na Vila Madalena, onde, desde os 15 anos, dava aulas particulares aos jovens da região. Preparava, também, alunos para vestibular, com relativo sucesso. Naquele ano, 1963, foi procurado por um ex-colega do curso colegial, Adelino Natal, que vira o anúncio de uma escola à venda, no bairro do Butantã.
 
Embora lecionasse já há bastante tempo, a ideia de ter uma escola regular era desafiadora. Então os amigos foram ao local indicado no anúncio e depararam-se com um prédio modesto, fechado, onde havia uma pequena placa, na qual se lia “Externato Joana D'Arc”. Souberam da história da escola e, em 1963, com o falecimento de uma das irmãs Bonecher, a remanescente não queria continuar sozinha com a escola, colocando-a à venda. Quem intermediava o negócio era um radialista famoso na época, chamado “Nho Totico”. E assim compraram o colégio, cheios de projetos.
 
Logo de início, uma dificuldade imediata a escola fora fechada e os alunos, dispensados.
 
Puseram-se a campo os sócios, com uma relação em mãos. Visitaram todas as casas, informando que a escola seria reaberta, já marcando o início das aulas para 12 de agosto de 1963.
 
Os alunos atenderam ao chamado, sendo que a primeira matrícula foi a da hoje professora Solange Abate. O colégio só tinha uma sala, composta por quatro fileiras que correspondiam a diferentes séries. Assim, a 1ª fila - 1ª série; a 2ª fila – 2ª série, a 3ª fila – 3ª série, a 4ª fila – 4ª série.
 
Procurando dinamizar a escola, imediatamente abriram o período noturno, com os cursos de “Madureza” (nome dado, naquele tempo, ao atual supletivo), de datilografia, muito procurado, na época, por jovens que queriam emprego em escritório. Assim, em 11 de agosto de 1963, um domingo, foi realizada a solenidade de abertura da escola, à qual compareceram vários pais de alunos, o padre da Paróquia Nossa Sra. dos Pobres e o Administrador Regional de Pinheiros, Dr. Pezzoti, irmão do Padre Olavo Pezzoti, famoso por suas obras na Vila Madalena. Dr. Pezzoti, na sua alocução, parabenizou a iniciativa de abertura da escola, pois os índices de analfabetismo eram tema de grandes discussões na época. Disse o Dr. Pezzoti: “Que a iniciativa desses moços em reinaugurar esta escola seja motivo de alegria no bairro. Que esta escola não seja a escola aonde as mães venham tirar satisfação com as professoras, mas aonde venham, com alegria, constatar o desenvolvimento de seus filhos."
 
Em 12 de agosto, as aulas foram reiniciadas.
 
O Butantã era tido como “boca” de estrada, o bairro de que as pessoas se lembravam como acesso aos municípios vizinhos como Cotia, Embu, Itapecerica, ou o caminho para o sul do Brasil. As ruas não tinham asfalto, não havia saneamento básico. De famosos mesmo havia o “Instituto Butantan” e o Jóquei Clube. O São Paulo Futebol Clube estava começando a instalar-se no Morumbi, vindo do Canindé, iniciando a construção do estádio. O Morumbi, ainda um sítio com uma paisagem acidentada, começando a ser urbanizado, foi o local em que a família Matarazzo havia decidido construir uma universidade. Esta, depois, foi comprada pelo governo de São Paulo, para transformar-se em sua sede.
 
Na mesma época, o governador de São Paulo, Adhemar de Barros, começou a urbanizar a área entre a Av. Prof. Francisco Morato e o novo bairro do Morumbi, dando-lhe o nome de Jardim Leonor, em homenagem a sua esposa, D. Leonor Mendes de Barros.
 
Um dos problemas da época era a dificuldade de acesso ao bairro, restrito à ponte da Euzébio Matoso, que tinha uma única pista de rolamento. Com o início dos jogos no estádio do Morumbi e as corridas do Jóquei, a ponte era um gargalo, muitas vezes exigindo algumas horas para ser vencida.
 
Nesse quadro corria o 2º semestre de 1963. Na aventura a que se lançaram, os amigos José Carlos e Adelino viram, desde logo, quão importante era terem professores competentes. E, nesse quesito, é mister que se faça menção à Profª. Terezinha, que muito contribuiu para firmar, junto aos pais de alunos, as novas propostas da escola. Ocorre que o modelo logo mostrou suas limitações, dando mostras mais do que evidentes de que o colégio precisava conseguir a autorização de outros cursos formais. Em 20 de dezembro de 1963, deu-se entrada, na inspetoria Seccional de São Paulo, órgão representativo do M.E.C., a um pedido de instalação do então curso ginasial. A aceitação do documento foi precedida de muita argumentação, visto que o prazo legal para protocolar esse pedido se havia encerrado em 31 de agosto, quase quatro meses antes. É necessário que se registre a atuação do inspetor federal Sebastião, o qual argumentou a favor do nosso curso, convencendo a Inspetora Seccional a aceitar o pedido. No feriado de 25 de janeiro de 1964, portanto, um mês após a solicitação feita, a vistoria foi efetuada por dois inspetores, sendo um deles o próprio inspetor Sebastião, a quem se devem a compreensão e o voto de confiança em dois jovens, os quais, mesmo lutando contra muitas adversidades, mostravam uma vontade inquebrantável de empreender. E assim foi. A autorização foi dada a título precário, para que a escola começasse a funcionar com o curso ginasial também. Os dias que se seguiram à vistoria foram de uma atividade febril, pois havia muito a ser feito, já que as aulas deveriam ser iniciadas antes do início de março, e era necessário fazer o exame de admissão, além de toda a propaganda correspondente. Também se fazia necessário terminar a parte de construção e o acabamento das salas de aulas, laboratórios etc. A atividade era intensa: ia desde carregar caçambas, tijolos, fazer reboco, até fazer panfletagem, atender pais, dar informação sobre o exame de admissão próximo e sobre a proposta do curso ginasial que estava se abrindo. 
 
O investimento era alto: material de construção, mão de obra, mobiliário, carteiras, lousas, material de secretaria, impressos, propaganda. Tudo isso era assustador para jovens de pouco mais de 20 anos, que, até poucos meses antes, só tinham preocupação de fazer faculdade e dar aulas particulares. Como que, por milagre, mais de cem alunos inscreveram-se para o exame de admissão. Aquilo era fantástico para uma escola que atravessara o semestre com pouco mais de 40 alunos. Após o exame, formaram-se 4 turmas de 5ª série (na época: 1ª série do ginásio), duas pela manhã e duas à tarde.
 
Em 1970, a escola anexou o prédio nº 198 da Rua Miragaia e recebeu do MEC a autorização para funcionar o então 2º ciclo (hoje Ensino Médio). Em 1971, a escola anexou o prédio de nº 50 da Rua Miragaia e desmembrou o Ensino Infantil, batizando-o como “Joaninha”. Nesses últimos anos, outros prédios foram anexados à rede física, no sentido de atender às necessidades de laboratórios - Física, Química, Biologia, Informática, biblioteca, refeitório, sala de multimídia, todas as experiências necessárias, para que a escola empreenda um ensino de alto nível, contando, atualmente, com área total de 6.500 m² e 2.200 m² de área construída. 
 
Comemorando, em 2013, 76 anos, o Colégio Joana D'Arc sempre se apoiou na filosofia de agradar ao ex-aluno, e esse ideal confirma-se todos os anos, com a volta dos alunos para contar de seus sucessos, para matricular seus filhos e até netos, ou mesmo para pertencer ao quadro docente da escola. 
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